quarta-feira, 23 de junho de 2010

A realidade?

25 de maio de 2010.

Coragem? Será que é esse mesmo o nome que podemos dar a maior fraqueza de nossa vida, terminar por alguém? Como podemos levar isso de forma saudável e leve?
Me pergutei isso por tantas vezes dentro do meu luto. Queria entender como o amor entrava e saia da minha vida assim, tão fácil.
Amamos loucamente, intensamente acreditando que tudo aquilo pode acabar um dia, mas como?
Foi assim, uma dor entre o peito e outro, o corpo andando em circulos no túmulo da esperança, a cabeça afundando na criatividade viva do sofrimento, a loucura perto da nitidez da vida, nua e crua... Busquei todas as linhas de raciocinio, todas as lembranças, me deitava sobre ela e acordava na fumaça da manhã de um banco solitário.
A varanda me trazia o cheiro que tanto buscava antes de dormir brincando com palavras carinhosas e jeito de criança, naquele peito qe jamais pensei que sairia a faca mas cega e fria. As escadas me enfiava a agulha mais lenta nos pés e sempre acompanhada do silêncio torturante dos meus olhos para dentro onde havia um filme la no fundo preto e branco com a fita sendo rebobinada lentamente com um unico banco no qual sabia que tão cedo sentaria, e daqueles dias, só sentirei a saudade da dor, a lembrança do desconhecido e o cheiro da traição.

Que amanhã seja melhor do que hoje.